Em março deste ano fui a Kalunga, uma papelaria em forma de hipermercado, e vi um pacote de massa para biscuit. Fiquei estática, olhando para aquela massa de cores variadas compactadas dentro de um pote. E, apesar de não ter levado naquela hora, não consegui parar de pensar no assunto.
E esse "assunto" povoou minha cabeça durante as semanas seguintes até que em uma noite, na casa da minha mãe, comentei com a minha irmã:
- Sabe o que eu estou pensando em fazer? - Esperei que ela inutilmente adivinhasse, mas em seguida respondi: - Biscuit!
Para minha surpresa e decepção ela não mudou a expressão do rosto, o que me levou a perguntar:
- O que acha?
- "Brega e ultrapassado." - Foi a resposta que me deu e que quase me desmotivou por completo, se não fosse por ela própria, no dia seguinte, chegar com quatro sacolas de presente pra mim, carregadas de massa, estecas, rolo, moldes de silicone e toda a parafernália necessária para colocar, literalmente, a mão na massa. Ela gastou uma nota preta na Casa das Artes comprando todo o material básico e coisas que eu nem sabia como usar.
Foi o início de tudo. E graças a ela tive acesso a melhor terapia que eu jamais conheceria.
Minha primeira "brincadeira" com a massinha de biscuit

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