terça-feira, 16 de agosto de 2016

Peanuts



Sem dúvida o Snoopy foi a peça que mais fãs conquistou no meu mundo de biscuit. 
Às vezes tenho a necessidade em dizer que "não aguento mais fazer Snoopy!!!", mas não é verdade. Eu adoro! Mas tenho que dar um tempo entre uma peça e outra do mesmo personagem pra não limitar muito o lado criativo (hehehe).




Apontadores
Charlie Brown




Aprendendo




Com a reciprocidade no amor com o biscuit ou "porcelana fria", como acho mais chique, eu me senti na obrigação de assistir às aulas gratuitas que felizmente povoam a internet. 

Giovana Garcia foi minha precursora no biscuit básico. 
Mais tarde, Raquel Fontinele; Alessandra Caldeira (a fadinha dos biscuits, como é chamada por suas alunas); Sabrina (Sah Biscuit) a quem devo a aprendizagem dos inúmeros Snoopy que me pedem constantemente; e Clau Schröder, o Mickey mais perfeito do You Tube.

Mundo Bita

Em abril recebi recebi o convite de uma amiga para fazer os bonecos que enfeitariam a mesa no aniversário do seu filho em maio, na escola. Eram os personagens do Mundo Bita e eu ainda não os conhecia. Assisti a algumas animações e me considerei apta a fazer o Senhor Bita.
 Após sua aprovação, fiz os outros três personagens e a festa, embora simples, fez sucesso na escolinha. E eu, em menos de dois meses, já havia feito duas festinhas!




Pânico - O "gatilho" para a criatividade


Em 2015 fiquei afastada do meu trabalho, da minha consciência e de parte da minha vida após três ataques de transtorno do pânico. 


O primeiro deles ocorreu enquanto dirigia. E por um grande milagre não houve um acidente grave envolvendo vários carros. Apesar da brusca freada, os motoristas que, atentos, pararam imediatamente, foram anjos ou estavam movidos por anjos, pois nenhum deles esbravejou ou me xingou ao ter passado por mim, que estava atônita dentro do carro parado em cima da barragem. 
Essa havia sido a primeira de tantas crises, que culminou em um tratamento psiquiátrico, muita oração e, por último, a descoberta de um grande passatempo que, mais tarde, salvaria a minha autoestima e a minha vida.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Meu Primeiro Aniversário

E assim aconteceu o Meu Primeiro Aniversário e a minha primeira oportunidade. 
Mas... Oportunidade?!


Eu comecei a fazer biscuit porque tinha um desejo enorme em brincar com massinha, criar, inventar, me divertir... Mas fazer festa não. Eu nunca tinha pensado nisso. Nunca imaginei ter talento, habilidade ou vocação. 



No entanto, mesmo com minhas pequenas esculturas simples e dignas de uma amadora, as peças fizeram um enorme sucesso. Representaram bem o seu papel e me rendeu diversos elogios. Era o início não só de uma paixão, mas de um amor muito bem correspondido.
 As peças ainda estavam úmidas quando as encaixotei e as levei para a festa.



*Pequeno Príncipe, planetinha e redoma com rosa.



Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas

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Tínhamos assistido ao O Pequeno Príncipe no cinema e ganhamos um copo do filme. Eu não sei bem por que decidi fazer aquele personagem, mas ele foi minha primeira grande iniciativa, e o que me rendera, na semana seguinte, meu primeiro aniversário. 

Bem, o aniversário na verdade não era meu, mas do filho de uma amiga. Comentei com ela que tinha começado a fazer biscuit e ela me pediu que eu fizesse o Pequeno Príncipe, a raposa, a ovelha, e o avião. Eu disse: - Pera aí. Você não entendeu... Eu comecei a fazer biscuit há uma semana! - E ela disse: - Confio em você. Você é inteligente. Quero meus bonecos no sábado!

Era quinta-feira quando ela se virou e se despediu de mim com esse imperativo. Eu atravessei a rua e ainda pude me lembrar das últimas palavras dela: "Você é inteligente (...)"

Até hoje me pergunto o que ela quis dizer com isso, pois habilidade manual não tem nada a ver com inteligência, mas hoje percebo que ela é quem foi inteligente ao me fazer aquele desafio. E eu agradeço a Deus por tê-lo aceitado.






"Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas."  Antoine de Saint-Exupéry

O Nascimento

Em março deste ano fui a Kalunga, uma papelaria em forma de hipermercado, e vi um pacote de massa para biscuit. Fiquei estática, olhando para aquela massa de cores variadas compactadas dentro de um pote. E, apesar de não ter levado naquela hora, não consegui parar de pensar no assunto.

E esse "assunto" povoou minha cabeça durante as semanas seguintes até que em uma noite, na casa da minha mãe, comentei com a minha irmã: 
- Sabe o que eu estou pensando em fazer? - Esperei que ela inutilmente adivinhasse, mas em seguida respondi: - Biscuit!
Para minha surpresa e decepção ela não mudou a expressão do rosto, o que me levou a perguntar: 
- O que acha? 
- "Brega e ultrapassado." - Foi a resposta que me deu e que quase me desmotivou por completo, se não fosse por ela própria, no dia seguinte, chegar com quatro sacolas de presente pra mim, carregadas de massa, estecas, rolo, moldes de silicone e toda a parafernália necessária para colocar, literalmente, a mão na massa. Ela gastou uma nota preta na Casa das Artes comprando todo o material básico e coisas que eu nem sabia como usar.

Foi o início de tudo. E graças a ela tive acesso a melhor terapia que eu jamais conheceria.

                          Minha primeira "brincadeira" com a massinha de biscuit